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Independência do Brasil.Salvem o nosso país da corrupção...



Corrupção custa US$ 3,5 bi ao Brasil
por ano.
Valor corresponde à perda de produtividade
anual provocada por fraudes públicas.
Mas o valor é bem maior com outras "negociatas"
e fraudes.Só um "pequeno exemplo":
- o superfaturamento do Tribunal Regional do
Trabalho (TRT) de São Paulo pelo juiz Nicolau
dos Santos Neto e o dos sanguessugas, a população
perdeu cerca de US$ 150 milhões.
Com esse dinheiro seria possível construir 200 mil
casas populares e abrigar 800 mil pessoas.
Agora imaginem o que daria para fazer com
3,5 bilhões de reais. Teriamos erradicado, mais
de 20% da miséria em que vivem 56,9 milhões de
brasileiros.
Acabar com a pobreza em país rico com grande
proporção de pobres requer recursos financeiros
irrisórios. Há no País 56,9 milhões de pessoas
abaixo da linha de pobreza e 24,7 milhões de
pessoas vivendo em extrema pobreza.
Para se erradicar a extrema pobreza brasileira
seria necessário não mais que 1% da renda do País.
Para se erradicar a pobreza seriam precisos 5%.
A pobreza existe quando um segmento da
população é incapaz de gerar renda suficiente
para ter acesso sustentável aos recursos básicos
que garantam uma qualidade de vida digna.
Estes recursos são água, saúde, educação,
alimentação, moradia, renda e cidadania.
Dentre os países em desenvolvimento, o Brasil
ocupa o 9º lugar em renda per capita.
Mas cai para o 25º lugar quando se fala em
proporção de pobres.
Isso coloca o Brasil entre os países de alta renda
e alta pobreza. Ao mesmo tempo em que está
entre os 10% mais ricos, integra a metade mais
pobre dos países em desenvolvimento.
Nosso país é um dos primeiros do mundo em
desigualdade social.
Aqui, 1% dos mais ricos se apropria do mesmo
valor que os 50% mais pobres. A renda de uma
pessoa rica é 25 a 30 vezes maior que a de uma
pessoa pobre.













Independência do Brasil :

Além do país da corrupção,também da injustiça
e impunidade.Comemore a mais recente:

O deputado e ex-ministro da Fazenda Antonio
Palocci foi absolvido nesta quinta-feira da
acusação de envolvimento na quebra do sigilo
bancário do caseiro Francenildo dos Santos
Costa, em 2006. Cinco dos nove ministros do
Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram não
receber a denúncia apresentada pelo Ministério
Público contra Palocci e, portanto, não torná-lo
réu em um processo criminal.

Com a decisão, Palocci fica livre para
concorrer ao governo de São Paulo nas eleições
de 2010.
De olho na eleição de 2010,
o presidente Luiz Inácio Lula da Silva acompanhou
a decisão do Supremo.
Lula já esperava a absolvição de Palocci
e apostava nisso para trazê-lo oficialmente de
volta aos holofotes, como candidato ao governo
de São Paulo.
O presidente entende que a biografia (o quê!?)
do deputado petista - um ex-ministro com trânsito
no empresariado paulista - teria o condão de
derrotar qualquer candidato da oposição no principal
colégio eleitoral do país.

O ex-caseiro teve negado seu pedido para depor
durante o julgamento. Os ministros entenderam
que o depoimento de Francenildo não teria respaldo
legal. Somente o ministro Marco Aurélio Mello
defendeu a intervenção do caseiro. "Creio que
numa fase de importância maior como é a fase de
deliberação pelo órgão julgador do recebimento ou
não da denúncia, a vítima tem em si o interesse
jurídico de pronunciar-se", afirmou.
Já o ministro Celso de Mello disse que não era
ideal a participação do caseiro.


-Francenildo sou eu, somos nós todos,
potenciais testemunhas de desvios de
conduta das altas autoridades políticas.
A decisão proferida por um STF diminuído

equivale a uma mensagem destinada aos
cidadãos comuns.
Eles estão dizendo que o silêncio vale ouro:
o privilégio a uma privacidade que não

figura como um direito forte aos olhos da
Corte devotada a interpretar a Lei das Leis.
Estão condenando a Nação a calar quando

se trata dos homens de poder.Como nem todos
calarão por todo o tempo, estão condenando
o País a ter novos Francenildos.
É o preço que cobram pela absolvição do
cidadão mais que comum.

Texto de Demétrio Magnoli (Sociólogo e doutor em
Geografia Humana pela USP), publicado no site
do Clube Militar.